1. Introdução
— O que é um Diorama?
O Diorama consiste em uma
representação feita em escala de cenas de época, como a Primeira ou Segunda
Guerra Mundiais, ou de temas diversos, sejam eles oriundos de fatos históricos
ou de ficção. Geralmente, o Diorama possui um formato quadrado, como o de uma
caixa, mas tamém pode ser feito com bordas estilizadas ou contando apenas com
um base decorada, sem haver paredes limitando a representação no interior do
Diorama.
O Diorama inicialmente consistia
em imagens com caráter muito realista, pintadas de forma a gerar uma ilusão de
tridimensionalidade a partir de perspectiva falsa, modificando a escala dos
objetos a fim de conferir a ilusão de movimento e tridimensionalidade. São tradicionalmente
encontrados em Museus de História Natural, retratando os animais em seu habitat
natural para fins didáticos e históricos.
2. Quando
surgiu o Diorama?
O Diorama surgiu na França, em 1822, sendo criação de Louis Daguerre, que
cunhou esse termo para um tipo de display
rotativo. No final do século dezenove, esse tipo de exposição tornou-se
muito comum em museus de história natural e foi se expandindo a partir do
século vinte. No final do século vinte aos dias de hoje, o Diorama tornou-se
muito popular em outros segmentos culturais, dando espaço para representações
em escala de elementos da cultura pop
e jovem de vários segmentos, desde Ficção Científica a Quadrinhos.
3. Para que
fazer um Diorama?
Com sua popularização, o Diorama caiu no gosto de modelistas e tornou-se
um hobby não só bem-aceito como,
muitas vezes, bem pago, onde muitas pessoas adquirem cenas e cenários
específicos a fim de complementar suas coleções relacionadas a momentos
históricos, épicos ou a réplicas de cenas de seus filmes, livros, quadrinhos ou
séries favoritas.
Além disso, o Diorama permite ao criador exploração de perspectivas novas
sobre uma mesma cena que dificilmente seriam vistas ou notadas em sua origem, e
isso permite criar, brincar com ângulos, cores e formas de uma mesma cena de
inúmeras formas. Um diorama, além de representar, permite ao artista criar e
ousar se ele assim desejar.
4. Quais as
limitações apresentadas pelos Dioramas?
Pouquíssimas.
Um diorama pode ser feito a partir de inúmeros materiais, desde madeira e gesso
a biscuit, papel paraná, cartolina e arames — depende muito da habilidade do
artista e de seu conhecimento acerca dos materiais que virá a utilizar. As
únicas limitações estão dentro do que poderá ser representado dentro das
competências cognitivas, motoras e criativas do artista.
5. Faça Você
Mesmo — Seu Diorama
Considerando tudo o que foi apresentado
anteriormente, os próximos tópicos servirão de guias para a montagem dos
Dioramas utilizados nesse projeto de fotografia. A partir desses passos, é
livre a modificação e reutilização das formas apresentadas para melhor se
adequar ao projeto do artista.
5.1.
Da
Concepção
Como dito anteriormente, um Diorama “aceita” uma gama enorme de ideias e designs. Sendo assim, há a necessidade
de projetar de antemão o que será representado. Deseja representar uma cena
específica? Pretende contar uma história? Qual(quais) seu(s) objetivo(s) com
esse(s) diorama(s)?
Tomarei como exemplo o trabalho disponível “Minhas Imagens”, que é o
trabalho final de minha disciplina de Fotografia 1. No caso, elaborei uma série
de Dioramas com o objetivo de contar uma história, a qual pode ser encontrada
tanto na página “Minhas Imagens” quanto na página “Resumo”.
5.2.
Das Medidas
Para a montagem de um Diorama, é necessária uma referência de escala, que
guiará o restante da proporção entre os elementos de cenário e a área e volume
disponíveis no Diorama para sua composição. Para esse projeto, recomendo
utilizar as medidas de altura de seu objeto principal como referência de
proporção.
5.3.
Da Montagem
Para essa etapa, utilizarei como exemplo as medidas dos maiores cenários por
mim utilizados (400x300x150mm ou 40x30x15cm), bem como os materiais utilizados
(Papel Paraná de espessuras intermediária e grossa, folha de acetato e, em
algumas partes, biscuit e arame).
1. Em uma
folha de papel Paraná (ou de cartolina grossa), trace as paredes de seu
diorama. O fundo é uma peça única, de maior área e, portanto, de maiores
medidas, sendo um retângulo de 40cm de comprimento por 30cm de altura. Trace, a um distância de segurança dessa peça (mínimo de 1.5cm para cada aresta) as laterais do diorama (ambas com 30cm de altura por 15 de comprimento) e a base do diorama (40cm de comprimento por 15cm de altura).
2. Com uma mesa de corte em sua bancada, utilizando
um estilete com lâmina afiada e uma régua de corte, corte as peças de papel com
calma e precisão, passando a lâmina pelas marcações quantas vezes forem
precisas até a peça sair com um corte limpo e reto.
3. Com as peças cortadas, elabore um rápido esboço
de cenário em cada face, traçando a localização dos elementos tridimensionais
do cenário, os quais serão acrescentados ao final da montagem.
4. Forre sua área de trabalho nessa etapa. Com os
esboços feitos, escolha suas cores para o cenário e comece a pintar cada face
de seu diorama. Se porventura você acabar pintando as áreas demarcadas para seus
objetos tridimensionais, termine a pintura e, assim que a face estiver seca,
utilize um marcador (ou material similar) para refazer a marcação.
5. Quando os cenários estiverem secos, inicie o
processo de montagem. Para o papel paraná é recomendável usar ou colar super bonder (e similares) ou duas
demãos de cola líquida. Fita dupla face não é forte o suficiente para manter a
integridade desse diorama, portanto não a utilize como substituta para cola
líquida ou super bonder.
Comece a partir da base, colando-a primeiro ao fundo do Diorama.
Pressione bem as áreas de contato, e certifique-se de as peças estão alinhadas
e que não houve vazamento. Espere alguns minutos (de dois a cinco minutos) para
então colar as laterais do diorama. Cole um peça de cada vez, dando o mesmo
tempo de intervalo entre a colagem de uma peça para outra.
5.4.
Da
Finalização
Ao fim da etapa anterior, chegou a hora de acrescentar os toques
tridimensionais ao seu diorama.
Modele seus objetos de cena; eles podem ser feitos com quaisquer
materiais, desde que você se sinta confortável utilizando-os. Para cada objeto,
esteja atento às suas medidas de comprimento, altura e largura. Na medida em
que terminar de moldar cada um, deixe-o secando e continue a modelar até ter
todos seus elementos cênicos.
A partir daí, passe para a pintura de cada objeto conforme sua concepção,
e deixe-os secar assim que acabar de pintar.
Quando estiverem secos, utilize cola super
bonder para fixá-los em seus locais designados e seu diorama estará quase
pronto. Pressione bem os objetos contra as paredes do Diorama e certifique-se
de que ficaram bem aderidos à superfície. Espere a cola secar e passe para o
próximo passo.
5.5.
Do
Acabamento
Com o cenário praticamente finalizado, passaremos para a parte de acabamento.
Caso assim deseje, passe uma camada de verniz acrílico transparente sobre seu
cenário e deixe secar.
A partir da folha de acetato, criaremos para seu diorama um “teto” e uma “porta”,
cobrindo, respectivamente, o topo e a frente do diorama. Coloque a folha de
acetato sobre uma mesa de corte e, com o auxílio de um marcador e uma régua de
corte, trace as medidas do topo do diorama (40cm de comprimento por 15cm de
altura, iguais às da base) e as medidas da frente do diorama (40cm de
comprimento por 30cm de altura, iguais às do fundo).
Corte as duas peças utilizando um estilete afiado e a régua de corte. Em
seguida, passe um fio de super bonder
no topo do diorama e fixe a peça de topo do diorama. Espere secar e faça o
mesmo processo para a peça frontal e espere secar.
Para o acabamento das partes externas do Diorama, utilize fita adesiva ou
fita crepe. Passe várias tiras na vertical, cobrindo toda a área. Depois, passe
várias tiras da mesma fita na horizontal, cobrindo a camada anterior de fitas.
Por fim, utilize uma fita dupla face para afixar outro tipo de papel na
superfície protegida, podendo se utilizar do mesmo diorama para fazer mais de
um cenário.
